Ligar diretamente:+31 (0)20 261 23 03
Orçamento
The Risk Growers See Too Late: Why Salinity Needs Realtime Root-Zone Insight
Blogue
Blog10cover

Muitas vezes, tudo começa abaixo da superfície, fora do campo de visão, na zona das raízes. Quando o agricultor repara no amarelecimento, no crescimento irregular ou na qualidade insatisfatória, o processo real pode já estar a desenvolver-se há semanas. É isso que torna a salinidade tão difícil de gerir. O problema não é apenas o facto de o sal afetar as culturas. O problema é que os agricultores muitas vezes só se apercebem disso demasiado tarde. E se se aperceberem demasiado tarde, as opções já estão limitadas.

A salinidade está a tornar-se um problema de gestão

Durante muito tempo, a salinidade foi tratada como algo que dizia respeito principalmente às regiões costeiras, a determinados polders ou a situações extremas.

Essa visão está a tornar-se obsoleta.

Na Holanda, a salinidade está cada vez mais associada a uma pressão mais ampla sobre a água e o solo. Os períodos de seca estão a tornar-se mais intensos. A disponibilidade de água doce está sob pressão. Em algumas partes do país, as águas subterrâneas salobras encontram-se mais próximas da zona radicular do que muitas pessoas imaginam. A irrigação torna-se mais importante em anos de seca, mas a qualidade dessa água de irrigação nem sempre está garantida.

A salinidade não se resume apenas à entrada de água do mar no terra. Trata-se da circulação da água e dos sais dissolvidos ao longo de todo o perfil do solo.

Durante os períodos de seca, os sais podem concentrar-se.

• Com a infiltração de água salobra, os sais podem deslocar-se para cima.

• Com a irrigação, os sais podem ser adicionados ou redistribuídos.

• Com a precipitação, os sais e os nutrientes podem deslocar-se para baixo.

• Com uma drenagem deficiente, podem permanecer no local errado durante demasiado tempo.

Blog10

Para os agricultores, isto cria um problema prático. A cultura pode estar sob pressão antes de os sintomas serem visíveis. O campo pode ainda conter água, enquanto a planta já tem dificuldade em absorvê-la. E a ação correta depende da localização dos sais, da velocidade a que se deslocam, do tipo de cultura em crescimento e se ainda há tempo para intervir.

Isso faz com que a salinidade não seja apenas um problema do solo. É um problema de timing.


A cultura sente mais do que apenas humidade

Um campo pode conter água e, mesmo assim, causar stress.

Parece contraditório, mas para a cultura é uma realidade.

Quando a concentração de sal na água do solo aumenta, a planta tem de se esforçar mais para absorver água. O solo pode não estar fisicamente seco, mas a água torna-se menos disponível para a cultura. Do ponto de vista da planta, há uma diferença entre a água estar presente e a água ser utilizável.

É por isso que olhar apenas para a humidade pode ser enganador.

Um agricultor pode verificar que a zona radicular ainda contém água. Um gráfico de humidade pode indicar que a VWC ainda não está criticamente baixa. Mas se a EC estiver a aumentar, a cultura pode já estar a sofrer um tipo diferente de pressão.

Essa pressão pode tornar-se economicamente relevante mais cedo do que muitos esperam. A investigação agronómica sobre a tolerância ao sal mostra que a batata, por exemplo, tem um limiar de salinidade em torno de ECe 1,7 dS/m e perde cerca de 12% do rendimento por cada dS/m adicional acima desse limiar. Na prática, isso significa que níveis de salinidade que ainda podem parecer moderados já podem traduzir-se numa perda significativa de rendimento.

Esse número é importante porque torna a salinidade menos abstrata.

Mostra porque é que uma perceção precoce é valiosa.

• Não depois de a cultura amarelecer.

• Não depois de a qualidade ter diminuído.

• Não depois de a perda de rendimento já ser visível.

Mas enquanto ainda houver margem para ajustar a irrigação, a drenagem, a fertilização ou o planeamento do campo.

Por que razão os instantâneos não são suficientes

A condutividade elétrica, ou CE, fornece informações sobre a concentração de sais e iões dissolvidos na solução do solo.

Tradicionalmente, a CE é frequentemente medida através de medições manuais, amostras de solo ou análises laboratoriais. Esses métodos podem ser úteis, especialmente para referência e calibração. Mas são apenas instantâneos. Dão-nos informação sobre um momento, um local e, muitas vezes, uma profundidade.

A salinidade não se comporta como um instantâneo.

Os sais deslocam-se com a água. Os nutrientes deslocam-se com a água. Após chuvas, irrigação ou fertilização, a situação na zona radicular pode alterar-se rapidamente. O que importa não é apenas o valor da CE hoje, mas sim a direção da alteração.

Uma medição feita na segunda-feira pode não explicar o que aconteceu após a irrigação na terça-feira. Uma amostra da camada superior pode não captar o que está a acontecer mais profundamente na zona radicular ativa. Um único valor pode confirmar a existência de salinidade, mas não se o risco está a aumentar ou a diminuir.

É por isso que a CE em tempo real é importante. Não porque os produtores precisem de mais um gráfico. Mas porque o momento certo é fundamental. Um aviso só depois de a cultura mostrar sinais de stress não é, na verdade, um aviso. É uma explicação a posteriori.

A profundidade muda a história

A salinidade não está distribuída uniformemente pelo solo.

A camada superior pode parecer controlável, enquanto as camadas mais profundas estão a sofrer alterações. Ou a camada superficial pode apresentar uma concentração temporária de sal que ainda não reflete a zona radicular principal. Em alguns campos, o sal provém de baixo. Noutros, acumula-se em torno das zonas de rega ou desloca-se após a chuva.

É por isso que a profundidade é importante.

Um único valor de CE medido num ponto não consegue explicar a situação na totalidade. Pode indicar que algo está a acontecer, mas não onde está a acontecer nem se afeta a cultura.

Para a gestão da irrigação e da salinidade, o perfil vertical é frequentemente a chave.

A pouca profundidade, o sinal pode revelar o efeito de chuvas recentes, irrigação ou evaporação.
Na zona radicular ativa, mostra em que condições a cultura está efetivamente a crescer.
A níveis mais profundos, pode revelar se os sais ou nutrientes estão a deslocar-se para baixo, afastando-se da zona onde a cultura os pode utilizar.

Este é um dos argumentos mais fortes a favor da medição da CE, da VWC e da temperatura a várias profundidades.

Transforma uma única medição num quadro do movimento.

E é esse movimento que os agricultores precisam de compreender.

Medir não é o mesmo que compreender

A CE em tempo real é poderosa, mas a CE por si só ainda não é suficiente.

Um valor bruto de EC precisa de ser interpretado em conjunto com a humidade, a temperatura, o tipo de solo, a profundidade, a cultura e a fase de crescimento. O mesmo valor pode ter um significado diferente num solo húmido do que num solo seco. Pode ter um significado diferente para as batatas do que para as pastagens. Pode ser mais urgente no início do desenvolvimento da cultura do que perto da colheita.

É aqui que muitos sistemas se param demasiado cedo.

Mostram dados.

Mas os agricultores não precisam de dados apenas por si só.

Precisam de saber o que os dados significam.

Da CE à ação

O verdadeiro valor da monitorização da salinidade não reside na medição em si.

É a decisão que ela sustenta.

Se a CE estiver a aumentar na zona radicular, o que se deve fazer a seguir? A resposta raramente é simples. Um agricultor pode precisar de regar mais cedo para evitar um pico de salinidade. Outro pode precisar de evitar empurrar sais ou nutrientes para camadas mais profundas no momento errado. Outro ainda pode precisar de verificar a drenagem, ajustar a fertilização ou simplesmente observar se a próxima chuva altera o perfil.

A ação correta depende da cultura, do solo, da fonte de água, da previsão meteorológica, do histórico do campo e da fase de crescimento.

É exatamente por isso que a monitorização do solo em tempo real tem de se tornar um apoio à tomada de decisões.

Um aviso útil sobre a salinidade não deve limitar-se a indicar:

«A CE está elevada.»

Deve ajudar a explicar se o valor é elevado para esta cultura, se o risco se situa na zona radicular ativa, se a tendência está a evoluir na direção errada e se ainda há tempo para reagir.

O objetivo não é automatizar a decisão do agricultor.

O objetivo é fornecer ao agricultor informações mais precoces, mais claras e mais fundamentadas.

A contribuição do agricultor faz parte do sistema

Um sistema de monitorização da salinidade não pode ser construído apenas com base na tecnologia.

• O sensor consegue medir.

• O modelo pode interpretar.

• A aplicação pode alertar.

Mas é o agricultor que sabe quando um aviso é útil.

É por isso que a validação na prática é importante. Não como um simples passo final a marcar, mas como parte integrante do produto.

Um aviso só tem valor se chegar no momento certo. Um conselho só funciona se for adequado à exploração agrícola. Um painel de controlo só ajuda se reduzir a complexidade, em vez de a aumentar.

Para um agricultor, um alerta útil pode ser um sinal precoce para verificar a água de rega. Para outro, pode ser um aviso de que o sal está a penetrar na zona radicular. Para outro ainda, pode ser a confirmação de que a precipitação reduziu a condutividade elétrica (CE) o suficiente para se poder esperar em segurança.

A tecnologia pode ser desenvolvida por engenheiros.

Mas para saber se funciona na prática, é preciso aprender com os produtores.

Do risco oculto à ação prática

A salinidade tornar-se-á uma parte mais importante da gestão das culturas nos próximos anos.

Não em todos os lugares da mesma forma.
Não em todos os campos à mesma velocidade.
Mas, cada vez com mais frequência, os agricultores terão de compreender não só quanta água existe no solo, mas também o que essa água transporta consigo.

Sal.
Nutrientes.
Risco.
A oportunidade de agir.

É por isso que a próxima geração de monitorização do solo não pode limitar-se apenas à humidade. Tem de mostrar a zona radicular como um sistema dinâmico: a água em movimento, os sais a concentrarem-se ou a diluírem-se, os nutrientes a permanecerem disponíveis ou a serem lixiviados, e as culturas a reagirem de forma diferente, dependendo da fase de crescimento e da sensibilidade.

O futuro não é um painel de controlo repleto de medições desconexas.

É uma imagem clara do que está a acontecer abaixo da superfície.

Porque o verdadeiro problema com a salinidade não é apenas o facto de ela ocorrer.

É que os agricultores muitas vezes só a detetam demasiado tarde.

E o verdadeiro valor da informação em tempo real sobre a zona radicular é simples:

Detetar mais cedo.
Compreender melhor.
Agir com mais confiança.