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The Irrigation Round That Pays and the One That Doesn’t
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A ronda de rega que compensa e a que não compensa

Por que razão a irrigação inteligente não se resume a usar menos água, mas sim a saber quando vale a pena regar.

A ronda de irrigação mais cara nem sempre é aquela que corre mal. Às vezes, é aquela que nunca foi necessária. Num período de seca, a irrigação parece uma certeza.

A cultura está sob pressão.
A previsão muda todos os dias.
Os vizinhos começam a mover os seus enroladores.
E em vários campos ao mesmo tempo, surge a mesma questão:

Devemos regar agora ou podemos esperar? Para os agricultores, isto nunca é apenas uma decisão técnica. Cada ciclo de rega consome dinheiro, tempo e capacidade. E quando um campo está a ser regado, outro campo tem de esperar. É por isso que a verdadeira questão não é apenas: «O solo está seco?» É também: «Vale a pena este ciclo de rega?»

A irrigação nunca é apenas água

No papel, a irrigação pode parecer simples.

Um campo seca.
Um enrolar é movido.
A água é aplicada.

Mas cada ciclo tem um custo: combustível, mão de obra, eletricidade ou gasóleo, desgaste da maquinaria, manutenção, depreciação e tempo de planeamento. Também podem existir custos agronómicos. A água aplicada no momento errado pode manter a cultura ou o solo mais húmidos do que o necessário. Em certas culturas e condições, isso pode aumentar a pressão de doenças e criar a necessidade de proteção adicional da cultura mais tarde na época. Nesse caso, um ciclo de irrigação desnecessário não custa apenas dinheiro no próprio dia. Pode acrescentar custos mais tarde.

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Nem todas as rondas de irrigação têm o mesmo valor

Alguns momentos de irrigação são críticos. No caso das cebolas, a humidade durante a emergência pode fazer a diferença entre uma cultura uniforme e um início difícil. No caso das batatas, o momento em torno do início da formação dos tubérculos pode influenciar fortemente o número e a distribuição do tamanho dos tubérculos. Nesses momentos, a irrigação não é apenas um custo. É um investimento.

Mas nem todas as rondas têm o mesmo valor. Um campo que ainda tenha humidade suficiente nas camadas mais profundas da zona radicular pode ainda não precisar de água. Uma parcela para a qual se prevê chuva dentro de dois dias pode ser capaz de esperar. Uma cultura que pareça seca à superfície pode ainda ter acesso a humidade por baixo. É aí que as decisões de irrigação se tornam difíceis. Porque a questão não é se a água é útil. Claro que é. A questão é se a água é útil agora.

«Só por precaução» pode sair caro.

Muitas rondas de irrigação não são iniciadas porque os produtores têm a certeza absoluta de que a cultura precisa de água. São iniciadas porque a incerteza é desconfortável.

E se a previsão estiver errada?
E se o campo secar mais rápido do que o esperado?
E se esperar custar rendimento?
E se o vizinho estiver certo em começar hoje?

Nesses momentos, regar parece mais seguro do que esperar. Mas “só por precaução” pode significar gastar dinheiro, utilizar capacidade e criar condições mais húmidas sem melhorar a cultura. Isso não significa que os produtores devam regar menos por defeito. Significa que cada ciclo precisa de justificar a sua existência.

Da medição de hoje à decisão de amanhã

Os dados de humidade do solo ajudam os agricultores a compreender o que se passa abaixo da superfície. Mas o verdadeiro valor surge quando as medições atuais são combinadas com o que é provável que aconteça a seguir. A Agurotech combina medições do solo com dados meteorológicos locais e previsões para mostrar como se espera que a humidade do solo evolua nos próximos dias. O modelo tem em conta o consumo de água específico da cultura, a evapotranspiração, a probabilidade de chuva e as condições do campo. Isso significa que os agricultores não estão apenas a olhar para o nível de humidade de hoje. Também podem ver para onde o campo se dirige.

Será que a cultura sairá da faixa ideal em dois dias?
Será que a precipitação prevista será suficiente para manter o campo estável?
A evapotranspiração aumentará durante um período quente e ventoso?
Esta parcela pode esperar até à próxima ronda de irrigação?

Isto ajuda os agricultores a perceber se um campo está simplesmente seco hoje — ou se está, de facto, em risco amanhã.

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O valor de uma ronda evitada

Uma ronda de irrigação evitada pode parecer que nada aconteceu.

Nenhum carretel se moveu.
Não foi aplicada água.
Não foi tomada nenhuma ação visível.

Mas, economicamente, pode ser uma das decisões mais valiosas da época. Se se prevê chuva dentro de dois dias e a zona radicular ainda mantém humidade suficiente, esperar pode poupar uma ronda completa sem aumentar o stress da cultura.

O agricultor poupa combustível, mão de obra e horas de máquina.
A capacidade permanece disponível para outro campo.
A cultura evita condições desnecessariamente húmidas.
A pressão de doenças pode ser reduzida.
E a decisão é apoiada por dados, em vez de dúvidas.

É por isso que a irrigação inteligente não deve ser medida apenas em litros de água poupados. O seu valor reside também numa melhor definição de prioridades, em menos ações desnecessárias, numa menor pressão de insumos e numa maior confiança nos momentos em que esperar é a escolha certa.

Melhores decisões, não decisões automáticas

Os agricultores não procuram sistemas que lhes digam para deixarem de pensar.

Continuam a percorrer os seus campos.
Continuam a cavar.
Continuam a observar a cultura, o solo, o tempo e o planeamento.

A experiência continua a ser essencial. Mas a experiência torna-se mais forte quando é apoiada por informações claras. Os dados do solo mostram o que está a acontecer agora. As previsões meteorológicas mostram o que pode acontecer a seguir. Os modelos específicos para cada cultura ajudam a traduzir isso na evolução esperada da humidade.

Em conjunto, estas informações ajudam os agricultores a compreender não só o que está a acontecer, mas também quanto a próxima decisão pode custar — ou poupar. A irrigação inteligente não consiste em regar o mínimo possível. Consiste em saber qual a ronda de irrigação que protege o rendimento, qual acrescenta custos desnecessários e qual pode esperar em segurança. Porque numa estação seca, os melhores agricultores nem sempre são aqueles que agem mais rapidamente. São aqueles que sabem quando vale a pena agir.

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